Chevrolet lança minivan Spin

Spinha (1)

Estreando a sessão “Bizarrices de Fábrica” do novo BA, falaremos de mais um lançamento tenebroso que a General Motors do Brasil acaba de apresentar. Completando a família dos novos monstrinhos nacionais, composta pelo hatch Tragile, a picape Monstrana, o sedan Cocobalt, chegou a minivan Spinha. Numa tacada só, a nova monstrenga aposenta as cansadas porém dignas Meriva e Zafira.

Desenvolvida no Brasil para países emergentes, ela representa um retrocesso em relação a suas antecessoras, que já foram alinhadas com a linha Opel. Pior, a Meriva, que também foi um projeto brasileiro, fez sucesso na Europa e ganhou nova geração com uma ousadia no design digna de Citroën! A nova Zafira européia também faria uma bela briga com a C4 Picasso… Pena que elas se tornaram sofisticadas demais pro nosso bico.

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Agora respire fundo e veja abaixo mais fotos da trambolha que chegou aqui na Banânia no lugar dessas lindas minivans que nós nunca teremos…

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Assim como seus irmãos, a Spinha assusta com suas linhas exageradas e desarmoniosas. Com frente de SUV, lateral de minivan e traseira de rabecão, a nova bizarrice da GMB tem uma indigesto estilo de carro chinês e aparenta ter sido desenhada por duas equipes distintas, a “Equipe S10”, que fez a frente parruda, e a “Equipe Agile”, que fez o resto.

A dianteira é repleta de elementos de tamanho exagerado, como a grade de caminhão e os faróis cujas pontas chegam perto da base do parabrisas, mas é a parte mais “tragável” do carro e provavelmente em breve nós estaremos acostumados (ou não). Já a lateral tem vincos que remetem ao Cobalt, como as formas de “gancho” invertidos, que começam nos paralamas e terminam nas portas. Dependendo do ângulo que se olha, a lateral parece estar amassada, com seus vincos tão volumosos e poluídos.

Priorizando o espaço para a cabeça dos ocupantes da terceira fileira de bancos, o teto é reto, dando o já citado aspecto de carro funerário. A traseira é de longe a parte mais feia do carro, com teto alto, logo e maçaneta em posição bem mais elevada do que o habitual e lanternas que lembram as do Agile. A tampa traseira ficou com aspecto vazio, e se não fosse alguns vincos, poderia servir como outdoor ambulante.

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Assim como o Cobalt, a Spin segue o lema de que o importante é a beleza interior. O painel é bastante semelhante ao do sedan, com quadro de instrumentos de moto, volante de Cruze e o conceito de “cockpit dividido”. Há alguns porta-objetos, mas não espere os mimos típicos da minivans francesas, afinal este é um projeto de baixo custo.

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Ao contrário da concorrente Nissan Livina, a Spinha tem versões de 5 e 7 lugares com a mesma carroceria. Em relação à Meriva, a Spin oferece mais porte e equipamentos de série. Quando a comparação é com a Zafira, a única vantagem é o preço, já que a velha minivan partia da casa dos R$ 58.000, enquanto a Spin top fica em pouco menos de R$ 55.000.

Mas quem nasce Spin jamais será Zafira, e os proprietários de Zafira sentirão falta do sistema Flex-7, que esconde os bancos sob o assoalho, enquanto a Spin conta com um sistema muito mais barato, que não esconde os bancos e também não permite removê-los, roubando um precioso espaço quando não estão em uso. Ainda assim, há um generoso espaço para bagagem: a versão de cinco lugares comporta até 710 litros, enquanto a de sete acomoda 553 l, que se estende para 1.668 l com as duas fileiras de bancos rebatidos. Já com a terceira fileira armada restam apenas 162 litros, capacidade inferior a dos menores hatches do mercado.

Assim como no seu irmão Cobalt, o porte é avatajado: são 4,36 metros de comprimento, 1,73 m de largura, 1,66 m de altura e 2,62 m de distância entre-eixos, resultando em 1.202 kg na versão de cinco lugares e 1.255 kg na de sete. Tantas semelhanças com o Cobalt não são mera coincidência, afinal a Spin usa a mesma plataforma do sedan, derivada do Opel Corsa D, que também é utilizada no recém-lançado “compacto premium” Sonic.

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O motor é o velho 1.8 8v Monzatech repaginado, que rende a “incrível” potência de 106 cv com gasolina e 108 cv com etanol. Se você acha que há um torque cavalar pra compensar, está enganado, são apenas 16,4 e 17,1 kgfm. Há opção do tradicional câmbio manual de 5 marchas ou automático, sendo este último a mesma caixa de 6 velocidades do Cruze.

Testes apontam um desempenho adequado para a proposta familiar. A versão LT (5 lugares) com câmbio manual acelerou de 0 a 100 km/h em 11,6 s, enquanto a LTZ (7 lugares) automática cumpriu a mesma prova em 12,5 s. A velocidade máxima é de, respectivamente, 171 e 165 km/h, sempre abastecida com etanol.

O uso de um motor antigo aliado ao amplo espaço interno reforça o apelo com os taxistas. A Meriva atualmente é o carro mais utilizado nas praças, e o Cobalt também está trabalhando muito como táxi. Ou seja, a Spin mal chegou e já está predestinada a ser carro de taxista.

Há duas versões de acabamento: LT e LTZ. Ambas são completas, sendo que a versão de entrada vem apenas na configuração de cinco lugares e já traz ar-condicionado, direção hidráulica, airbag duplo, freios com ABS e EBD, vidros e travas elétricas, pneus 195/65 R15 calçando rodas de aço com calotas, entre outros. Opcionalmente, a LT conta ainda com rodas de liga leve (também aro 15”), sistema de som com CD, MP3 e Bluetooth e câmbio automático. Já a LTZ conta somente com a opção de sete lugares e acrescenta as rodas e o som que são opcionais na LT, mais rack de teto, computador de bordo, sensor de estacionamento e volante multifuncional. O câmbio automático também é opcional na LTZ. Por fim, a lista de preços:

- LT MT – R$ 44.590
- LT MT2 – R$ 45.990
- LT AT – R$ 49.690
- LTZ MT – R$ 50.990
- LTZ AT – R$ 54.690

Veredicto: Se você não se importa com o design cabuloso e, em breve, com a fama de carro de taxista, a Spin oferece um bom custo-benefício, pois é espaçosa e bem equipada por um preço competitivo para seu segmento. Quem vê cara não vê coração, portanto embora a Spin seja feia, ela não deixa de ser um bom carro. Tem grandes chances de ser sucesso não só de praça, mas também de público.

18 comentários:

  1. Realmente é bem feia, mas é "menos feia" do que o Fiat Doblò.

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    1. kkkkkkkkk, grandes bostas!!!!! hahahaahahah

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  3. Rapaz, pelo que estou vendo, virou moda essa frente de GMC mesmo... até na "inocente" Spin fizeram essa cagada tosca... mas da mesma maneira que cagarem feio o visual, o interior ficou bacana (para a LTZ, óbviamente) mas o que mais pecou nesse carro foi o banco traseiro que não podia ser removida... mas mesmo assim acredito que esse carro tem tudo para dar certo pelo custo-benefício e pelo seu interior...

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    1. zafira tem melhor custo-beneficio, design e foi vendida na zooropa.

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  4. - Eu vejo lata.
    - Com que frequencia?
    - Em todos GM.

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  5. Af mais um lixo da chevrolet, R.I.P zafira,meriva,astra,vectra :(

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  6. a GM segue no seu firme propósito de matar a Opel/Vauxhall com estas bostas de projetos refugos da Daewoo,ou porcarias feitas em cima da plataforma mais que cansada do Corsa C

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  7. Saudades daquela época em que a gravatinha era azul...

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  8. a frente dela nao ficou tao feia, mas traseira e lateral deus o livre

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  9. A Fiat Doblô é linda perto dessa Spinha !

    Pior ainda,é que meu pai quer compra-la,ou seja,eu acordo todo dia,olho para minha garagem e vejo aquela Spinha !

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  10. Meu deus , aonde vamos parar !!!
    corram para as colinas e rezem para nossa senhora de cassia !!
    que assim não da mais para dizer q vivemos em um paíz que vende só esses monstros superfaturados .

    obs : vem com air-bag e abs , pq a GMB é obrigada a colocar isso pq esta em lei todos os carros começarem a vim de fabrica assim !!!

    se comprar uma , bata em um poste , ela ficará bonita , pois sua lateral ja aparece ser amassada !!!

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  11. Parece que a GM se esforçou para fazer o carro mais feio possível. É tão feio e desproporcional, que parece uma colagem de photoshop, não um carro real

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  12. Banânia, eu ri muito... Eu ainda prefiro uma Zafira usada.

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  13. Esse carro veio quando eu achava que a Chevrolet ja tinha feito o maximo da feiura no Cobalt, Agile, Montana... Eu sempre me surpreendo novamente... como disseram acima... saudades da gravatinha azul!

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    1. gravatinha azul e o velho opalão... o ultimo carro decente foi o astrão... depois só veio trAgile, Monstrana, Cruze credo, cocôbalt, spinha, bostônix... a éssi deis eu ñ citei pq ficou legal, mas ñ passa duma colorado, como o "novo" vectra ñ passa dum astra(ssauro)

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  14. prefiro uma zafira 2.0 do q esse lixo nomeado de minivan. depois do lançamento do astrâo so veio merda msm (essétu a éssi déis). a spinha chega a ser muuuinto mais feia q kadett ipanema, ipanema parece linda perto desse cocô de pombo. foi-se o tempo dos bons carros da gm.

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  15. A "me livra" europeia também não é lá grande coisa em visual, mas ainda assim muuuuuuuito melhor que essa coisa ai.

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